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Motivação

Afinal, o que é a vida?

Uma das capacidades que diferem um ser humano de outro é o poder de interpretação. Essa possibilidade nos capacita a perceber o mesmo fato testemunhado por centenas e milhares de forma tão peculiar. Não só com palavras, mas com entendimentos distintos.

É bem verdade que isso abre uma infinidade de possibilidades, visões e opiniões. As complicações trazidas pelo choque são grandes. Basta ler uma notícia no jornal sobre uma medida política e você verá o debate do lado A com o lado B. Sempre houve divergências, mas as redes tornam isso mais exposto, e a distância geográfica permite até a rispidez em réplicas e tréplicas.

Procurando entender essas percepções, fiz uma consulta a 102 seguidores sobre o que pensam da vida. A pesquisa indicava 4 respostas possíveis: “Boa para quem tem sorte”, “Um plano escrito chamado destino”, “Livre Arbítrio” e “Ainda não sei, me conta?”. Vitória esmagadora para o livre arbítrio.

Houve quem não se encontrasse nas respostas e criasse uma alternativa “E”.
Apesar de muito utilizada para explicar aos cristãos um direito dado pelo seu Deus, o livre arbítrio é um conceito simples da possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade. Em resumo, sem a obrigação de seguir algo pré-determinado, normalmente chamado de destino ou plano de um poder superior.

Houve quem escolhesse a sorte e assumisse que entregou a sua vida ao acaso. Afinal de contas, a vida tem uma infinidade de situações que não dependem de nossas escolhas. No entanto, creditar sua vida à sorte é andar sem rumo, não ter fé que vai chegar onde quer. O que mais há por aí são pessoas que agem pela sorte. Reativas, vão decidindo na hora o que fazer de acordo com o que é apresentado. O resultado varia tanto quanto um leigo que tenta resolver uma equação matemática.

Há de se estudar e manipular as variáveis da vida para determinar seu resultado. Quem age pela sorte está perdido, não sabe aonde deseja ir. Consegue imaginar uma pessoa assim ciente de suas escolhas?

Bem, tem aqueles que acreditam em destino. Acreditam que há um plano maior e que são personagens a atuar em um roteiro pré-definido. Algumas religiões deixam claro que há missões secundárias nesta vida para concluir sua missão.

Uma porcentagem pequena mostrou uma humildade em dizer que ainda não sabe ao certo. Na minha visão, este é o primeiro passo para buscar fazer da sua vida algo significativo. Alguns escolheram todas as opções, o que é incoerente, pois uma alternativa exclui a outra.

Não é possível eu ter o poder de escolha e seguir (obrigatoriamente) um plano não traçado por mim. Se há um plano, não há sorte, há plano. Compreende?

Entenda que qualquer das opções escolhidas reflete a identidade do indivíduo. Seu conjunto de crenças, que é a sua individualidade na interpretação, o levou a filtrar a melhor resposta. Essas crenças que foram trazidas da infância e de sua primeira religião, são como guias para as escolhas do dia a dia. Algumas vezes causando conflito, como quem acredita em um plano superior e olha no horóscopo do jornal como será o dia.

Independente de sua escolha, meu convite é que você reflita sobre as suas decisões. Entender o que leva você a escolher sempre desta forma ou nunca manter um padrão é uma crença que pode até te limitar. A cegueira que as crenças nos trazem causam consequências terríveis como ter uma vida além de curta, pequena.

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