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Motivação

Duvide sempre de suas certezas

Em um fim de tarde, eu e minha assessora estávamos em uma reunião de negócios em uma padaria da cidade. Conversávamos com um palestrante e em meio à conversa se juntou ao nosso grupo um desses catedráticos de política, formado na universidade da vida.

Pausei meu assunto com o palestrante e direcionamos nossa atenção a este senhor que nos buscou para ouvir um projeto de liderança política, capacitação para humanizar as reuniões e comprometer o eleitor com ética e foco nas pessoas.

Para convencê-lo de que esta abordagem seria uma abordagem melhor que a convencional, citei o exemplo de um projeto piloto que estava realizando em um bairro afastado com um pré-candidato. Este líder da comunidade saiu de “traço” na pesquisa, para aparecer com 2% entre os 16 listados na intenção de voto.

O senhor me olhou entusiasmado e me disse:

– Mas este candidato não vai dar em nada.

E eu rapidamente defendi o candidato e a metodologia:

– A pesquisa mostra esse crescimento – e ensaiei mais umas frases e ele me interrompe:- Este candidato não vai dar em nada – e completou – Eu tô te dizendo!

Para mim, esta frase é mais que determinista, ela batiza uma metodologia, não apenas empírica, mas que reúne toda sua vida, energia e crenças limitantes na resistência do que o novo pode trazer.

O medo do novo é comum e o ser humano resiste à mudanças, isso é fato.

Quando converso com empresários, executivos ou mesmo pessoas do chão de fábrica, os medos são justificados por crenças e achismos.

A pergunta chave que faço sempre é: Isso é um dado ou uma percepção?

E a resposta normalmente é simples: “Todo mundo gosta”, “Nossos clientes preferem assim”.

Eles tem todas as respostas, no entanto baseadas em que?

Sem base científica, porque administração é ciência ou uma pesquisa de opinião, clima organizacional. O empresário mascara a situação de sua empresa, processos falhos até mesmo para o consultor que contratou para resolver seus problemas.

É como arrumar a casa para o dia que a diarista vem. Você arruma a casa para si, mantém a casa arrumada para diminuir o trabalho da diarista e para receber visitas, não para a diarista olhar, receber e ir embora. Isso não faria sentido algum.

É como nossas mães que pegavam um prato de comida e cheiravam, fazendo cara de doutores, para inspecioná-lo, no entanto a ciência demonstra que a comida pode estar estragada sem ter cheiro, ou seja, uma crença.

O líder em qualquer nível, deve estar atento às novidades, métodos criados pelo instinto podem dar certo, no entanto quando usa-se ferramentas científicas pode-se ampliar e alavancar resultados.

Manter a mente aberta pode e causar insights e estes derivam melhorias no que se considera bom, além disso, nenhuma mudança necessita ser radical.

A ausência de planejamento e estratégia podem ser mascaradas por anos e os resultados que aparentemente são bons e um dia apresentam a verdadeira conta.

A convicção de que planejamento é perda de de tempo e as projeções de cenários e investimentos embasados pela abordagem “Eu tô te dizendo” podem dar resultado em algum tempo, no entanto o maior sintoma de que é necessário arrumar a casa é o crescimento, que obriga qualquer organização a se rever e crescimento desordenado resulta no fim das operações desta empresa.

Convido você a pensar no quanto suas crenças auxiliam você na conquista de seus sonhos pessoas ou profissionais. Quero que pense no quanto sua intuição pode ser estruturada por ferramentas tão simples e poderosas e talvez seja essa a chave para você obter o seu melhor.

Convido você a ver além da abordagem “Eu tô te dizendo”. Vamos questionar tudo!

Pense nisso. Boa semana!

2 comments

  1. SARA MARIA DE ARAUJO SANTOS

    Mudar é você arriscar pra algo que é desconhecido… não sabe o que irá resultar. Uma crença limitante que te bloquea e te faz ficar preso a tudo que tens segurança no presente. Você sabe garantir o teu presente, o momento do agora e por isso segue a risca o que tem domínio.
    Na época que o homem vivia nas cavernas, era preso ao seu medo de que ao sair seria devorado pelas feras. Sua segurança era o seu habitat, a caverna. Mas passava necessidades de adquirir o seu alimento. Um dia ele arrisca sair desta vida e se tornou um nomade…foi quando conquistamos tudo o que temos até hoje.
    Vivemos na era vuca…onde hoje aprendemos algo e amanhã já não é o mesmo aprendizado.
    Temos que nos adaptar ao novo… enfim, vc pode até não mudar, mas será obrigado a conviver com o novo, pois tudo muda ao nosso redor.
    Veja que se não mudarmos seremos engolidos pelo mundo que a todo momento se transforma. Ser inteligente e crescer mentalmente ao nosso favor e ir em busca do que nos realiza como pessoa…

  2. Lucilene

    Mudanças são sempre nescessárias para progredir, porém, sair da zona de conforto assusta muita gente.

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